4 erros de gestão financeira que podem acabar com sua empresa

por Equipe QuickBooks

4 minutos de leitura

Uma das maiores dificuldades dos empresários é controlar os aspectos financeiros do negócio. É como se o saldo bancário da empresa se evaporasse no ar! Em um dado momento tem um bom saldo positivo no banco, mas com o passar do tempo, ele já está quase zerado ou negativo. A frustração é enorme! Tanto esforço e dedicação para nada. Onde está o lucro? Será que estou com o preço defasado ou os custos muito altos? Muitas incógnitas ficam passando pela cabeça dos empreendedores. E agora tentaremos elucidar alguns dos principais problemas envolvendo essas questões. Confira.

Não ter as informações à disposição

É imprescindível que o empresário tenha noção de suas receitas e despesas passadas, presentes e futuras. Deste modo, poderá alinhar as estratégias de vendas para atingir os seus objetivos e controlar as saídas, cortando despesas não essenciais ou criando parâmetros para negociar preços com fornecedores e clientes. Possuir as informações no momento oportuno normalmente resulta em melhores tomadas de decisões. Reduz o grau de incerteza e aumenta a capacidade de negociação.

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Não controlar o essencial fluxo de caixa

É importantíssimo que o gestor tenha a relação entre as entradas e saídas de caixa. Assim poderá evitar de efetuar compras em que caiam naqueles dias críticos, como a folha de pagamento, impostos e demais despesas de grandes volumes. Ficar usando o cheque especial ou outras linhas de crédito bancárias para cobrir a falta de planejamento financeiro é uma das principais razões de perdas monetárias. Os juros no Brasil são muito elevados.

O ideal é montar o fluxo de caixa, inserindo todas as receitas e despesas diárias. Fazer o somatório e transportar o saldo para o dia seguinte e, assim, sucessivamente. Fornecerá, em linhas gerais, a movimentação financeira diária, semanal, mensal, trimestral e anual de todas as contas, possibilitando uma melhor análise da situação e um controle dos fluxos de caixas previsto e realizado. Certamente encontrará os furos naqueles detalhes que passam despercebidos.

Ainda em cima do fluxo de caixa é possível tomar ciência das condições de financiamento dos fornecedores e das condições ofertadas aos clientes. Um exemplo clássico é um fornecedor reduzir o prazo de pagamento de 30 e 60 dias para 20 e 45 dias e essas mesmas condições não forem repassadas aos clientes. Parece que essa alteração não representa nenhum problema, porque o fornecedor não aumentou os preços. Errado, ele alterou significativamente o fluxo de caixa. No primeiro mês pode não haver grandes mudanças, mas nos meses subsequentes, o empresário continua a pagar antes de receber, corroendo o capital de giro.

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Não usar os resultados financeiros para identificar anomalias

É muito comum o empresário não dar o devido valor às demonstrações financeiras como o balanço patrimonial e o demonstrativo de resultados. Muitos pensam que a contabilidade termina com as guias dos impostos e a folha de pagamento. Isso ocorre frequentemente, porque como as empresas não trabalham com o lucro real, não há exigência da contabilidade. O empresário perde muitas informações preciosas como o grau de endividamento no curto e médio prazo por meio da relação entre ativo e passivo, parâmetros para saber se o nível de imobilizações da empresa não está colocando em risco o capital de giro. Um exemplo seria muitas compras de máquinas e equipamentos ou estoques sem ter folga de caixa.

O grau de endividamento deve ficar no patamar de 30% do capital social, enquanto que o ativo permanente não deve ser superior, em média, a 60% dos ativos da empresa. Percentuais superiores colocam em risco a liquidez do negócio. O empresário pode ter que descontar duplicatas ou angariar outras modalidades de financiamento de curto prazo.

Não discernir o tipo de despesa

As despesas fixas devem ser analisadas em sua essência, ou seja, não é possível reduzi-las? É um dado relevante porque, indiferentemente das receitas da empresa, elas continuarão existindo. Despesas fixas muito elevadas correspondem a possíveis quedas de liquidez porque provocam saídas contínuas mensais.

Já as despesas variáveis estão diretamente relacionadas com as vendas, então quanto mais vendas a empresa tiver, mais despesas variáveis. Elas, normalmente, estão embutidas no preço. Às vezes, as despesas fixas estão tão altas que o empresário vende abaixo do preço para diluir as despesas fixas e, desse modo, obter maiores lucros com as demais operações junto à clientela. Mas é preciso possuir relatórios detalhados para poder tomar decisões desse calibre.

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As informações aqui elencadas são pontos críticos e de fácil descontrole, que levam embora a lucratividade e liquidez do negócio. Por essas razões, a informatização das empresas é uma necessidade. O empresário geralmente não tem muito tempo para gerenciar essas operações. Por isso a melhor alternativa é adotar um sistema de controle financeiro na web, como o QuickBooks ZeroPaper.

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