Como andam as empresas familiares brasileiras?

por Equipe QuickBooks

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Crescentes, ágeis e otimistas em relação à economia. É o que dizem os últimos estudos da PricewaterhouseCoopers sobre empresas familiares no mundo e no Brasil. O estudo mais recente — “PwC Family Business Survey 2012”, disponível em inglês — destaca um crescimento de faturamento de 77% das empresas familiares brasileiras, contra 65% da média mundial. Um dos motivos que ajudam a explicar este crescimento é a maior agilidade nos processos de decisão dessas empresas.

A PwC, tendo entrevistado 100 empresas familiares no Brasil, destaca ainda que 9% das vendas delas destinam-se ao mercado internacional, aumentando para 15% nos próximos cinco anos; 18% das empresas familiares pretendem crescer de forma rápida e agressiva neste prazo, mas a confiança é presente também entre as que projetam um crescimento mais modesto: 96% das que pretendem crescer crêem que conseguirão.

Empresas familiares apresentam características peculiares, especialmente na forma de sua gestão: vistas na maioria das vezes como “patrimônio da família”, elas vivem num contexto em que os membros da família que atuam diretamente na gestão têm maior facilidade para tomar decisões rápidas e de profundo impacto, sendo vistas por investidores como promissoras a longo prazo. Em outra pesquisa da PwC de 2010, 63% das empresas familiares concordam que esse tipo de sociedade ajudou a empresa a superar a última crise econômica mundial.

Contudo, empresas familiares demandam cuidados especiais, principalmente a respeito dos empregados mais próximos aos gestores. Empresas familiares têm uma forte tendência a centralizar demais o poder dentro da família e serem “cabides de emprego” para familiares e amigos, que nem sempre têm a devida qualificação para seus cargos. Além disso, pouco mais da metade das empresas familiares têm planos de sucessão para os cargos mais importantes: apenas 12% sabem quais serão os sucessores de todos os cargos executivos.

Saber aproveitar as vantagens de conduzir uma empresa em família sem deixar que isso acabe com o dinamismo da empresa é um desafio. Além disso, desavenças familiares nunca devem ser levadas para a empresa, já que 70% das empresas não têm planos para resolução de conflitos. Uma empresa familiar, como qualquer empresa, demanda funcionários qualificados e capacitados, deve estar atenta às mudanças do mercado e precisa de uma gestão eficiente.

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