Como entender meus impostos e organizá-los nas minhas finanças?

por Equipe QuickBooks

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Você já se perguntou quanto de impostos pagou por aquele produto, serviço ou transação financeira? Sempre ficou curioso para conhecer como funciona a incidência de tributos em qualquer atividade ou item que adquiriu em seu cotidiano? Se você respondeu sim a estas perguntas, saiba que não está sozinho. Atualmente, existem mais de 70 impostos no Brasil. E, segundo os cálculos do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), o brasileiro médio destina o equivalente a 150 dias de trabalho de sua renda para a quitação de impostos.

Entram nessa conta todos os tributos – que são divididos em impostos, taxas e contribuições -, como o Imposto de Renda, IPVA, IPTU, PIS, Cofins, ICMS, IPI e ISS. Além disso, existem também as contribuições previdenciárias, sindicais, taxas de limpeza pública, coleta de lixo, emissão de documentos, iluminação pública, etc.

Mas, calma! Com tantas taxas e tributações, é necessário que você conheça bem como elas são aplicadas. Separamos informações e algumas dicas para se organizar melhor e evitar, ao máximo, que elas prejudiquem seu planejamento financeiro.

Como os tributos são aplicados?

Os tributos são aplicados de acordo com o seu tipo e com a espécie de produto, bem, serviço ou transação em que ele é incidido. Existem três conceitos de tributos. Eles são:

Impostos

Consiste na destinação de uma parte da renda para custear os serviços e obras públicas. Entram nesta categoria, o Imposto de Renda, IPVA, IPTU, ICMS, IPI, ISS, etc. Eles são aplicados e calculados pelos governos federais, estaduais ou municipais e reincidem sobre mercadorias – como é o caso do ICMS e do IPI – sobre bens (IPVA e IPTU), sobre a renda (IR) e sobre transações financeiras (IOF)

Taxas

Cobrança realizada pelogoverno para a realização de algum serviço público. Neste caso, todo o dinheiro arrecadado já tem um destino definido e, diferentemente do imposto, ela não possui uma base de cálculo, pois seu valor depende deste serviço prestado. Fazem parte deste grupo as taxas de iluminação e limpeza pública.

Contribuições

As contribuções podem ser de duas ordem: especiais ou de melhorias. A primeira é destinada a um grupo ou atividade, como a previdência social do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) e a segunda é utilizada para financiar um projeto de obra ou melhorias com finalidades sociais. Elas não são, necessariamente, aplicadas sobre algum bem, serviço, mercadoria ou transação. Mas, podem ser consideradas obrigatórias.

Quais são os tributos mais comuns?

Se você possui uma determinada atividade – como comércio, autônoma ou serviços -, é bem provável que esteja habituado a pagar por algum tributo específico. Entretanto, existem também aqueles que estão no nosso cotidiano:

  • ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias): Imposto de ordem estadual que é pago toda vez que se contrata algum serviço ou compra algum produto. Geralmente, ele é definido entre 17% a 30% do produto ou serviço adquirido;
  • PIS (Programa de Integração Social): Contribuição federal com alíquota nominal de 1,65%, incidente sobre o faturamento da empresa;
  • Cofins (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social): Outra contribuição federal, incidente sobre o faturamento da empresa, mas com alíquota de 7,6%.
  • IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados): Imposto federal sobre os produtos que são provenientes de indústrias. Este tributo apresenta grande variação em suas alíquotas, que vão de 2% a 330%.
  • INSS: Com alíquotas diferenciadas a cada atividade e categoria profissional, a contribuição para o INSS é cobrada daqueles que estão inscritos em suas carteiras e pretendem ter direitos a uma previdência.

Como se organizar e pagar estes impostos?

Algumas medidas podem facilitar a situação e ajudá-lo bem na hora de se planejar e pagar os impostos que estão frequentes no nosso cotidiano. Você pode, por exemplo, separar uma parte do seu 13º para quitar os tributos do começo do ano, como IPVA e IPTU.

Além disso, quando adquirir um produto ou um bem, é preciso que você coloque os valores destas taxas no papel e as incorpore na planilha do seu orçamento mensal. Dessa forma, é bem provável que os seus futuros planos e o seu controle financeiro não sejam prejudicados por gastos “imprevistos”.

Para os empresários e os tributos que fazem parte de seu cotidiano, a dica é utilizar controles e planilhas que lhe darão um panorama daquilo que já foi pago ou está pendente. Além disso, é necessário verificar frequentemente esses esquemas, para que possa calcular e alterar os preços dos serviços e produtos que sua empresa oferece e não ficar no prejuízo.

Impostos, tributações e contribuições fazem parte do nosso dia-a-dia. E, independentemente se os achamos justos ou não, é necessário integrá-los ao nosso planejamento financeiro para que não se saia prejudicado. Em todo o caso, você pode usar o ZeroPaper, que possui um campo específico para o controle de impostos, experimente agora.

E, você? Possui alguma dica para lidar com os impostos do cotidiano? Você utiliza planilhas e os organiza periodicamente? Deixe suas sugestões, opiniões e ideias nos comentários abaixo! Aproveite e conheça o ZeroPaper.

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