Tenho minha empresa, e agora?

por Equipe QuickBooks

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Empresa inaugurada, funcionários contratados e os clientes, aos poucos, aparecendo. Finalmente você tomou coragem e realizou o sonho de abrir o próprio negócio! Está tudo pronto para começar a faturar! A euforia deve ser grande mas, por outro lado, o empreendedor não pode se esquecer de que agora terá que lidar com novas responsabilidades. Uma delas é o controle financeiro do empreendimento.

Segundo o Sebrae, dentre as principais causas para o fracasso de grande parte das novas empresas no Brasil, estão a falta de planejamento e o descontrole da gestão. Sem manter um acompanhamento constante dos recebimentos e despesas de recursos do empreendimento, muitos gestores acabam fazendo escolhas erradas. O resultado disso são as dívidas.

Uma das ferramentas mais importantes para acompanhar essa movimentação é o fluxo de caixa. É através desse mecanismo que é possível a mensuração diária, semanal ou mensal, dependendo da sua necessidade, de todas as contas a pagar, contas a receber, das vendas, da compra de estoques, dentre outros.

Por isso, elaboramos um passo a passo para te ajudar a elaborar um fluxo de caixa eficiente. Confira!

Como elaborar um fluxo de caixa

1º Definir as contas utilizadas pela empresa:

Saber quais serão os grupos de contas utilizadas nas planilhas da empresa, isto é, definir o destino e a origem dos ativos e obrigações, é uma tarefa fundamental para estruturar os fluxos de caixa. Distinguir, por exemplo, a conta “empréstimos bancários” de “fornecedores” é uma solução para saber precisamente o saldo devedor com cada um desses credores.

Outra tarefa importante é verificar o saldo existente em cada uma dessas contas para definir o saldo inicial do seu negócio, que será usado como base para futuras operações.

2º Dividir recebimentos e despesas em categorias:

De uma forma geral, as receitas de caixa são as vendas realizadas durante o período. O empreendedor pode dividir essa conta em cada tipo de produto ou serviço que a empresa oferece, medida que pode até auxiliar no controle dos estoques, por exemplo.

As despesas, por outro lado, são mais complexas. Podem ser divididas basicamente em três categorias: fixas, como aluguel, condomínio, IPTU, contas de luz, água e telefone; variáveis, que são um percentual sobre o valor das vendas realizadas; por fim, a categoria ‘com pessoal’, que engloba os gastos com funcionários ativos, inativos e pensionistas.

Ao definir o saldo do período nessas duas contas, basta calcular o valor dos recebimentos menos o das despesas, somando ao saldo inicial, para descobrir o resultado – isto é, o saldo final.

3º Fazendo projeções

Após dominar os dois passos anteriores e já com um conhecimento sólido sobre o seu negócio, o empreendedor pode fazer fluxos de caixa baseados em projeções, ou seja, calcular o que entrará e sairá no futuro. Dessa forma ele pode se organizar melhor e saber, por exemplo, se tem capital disponível para investir na expansão da empresa.

Dica importante: Mantenha as finanças pessoais longe da empresa

Não cometa o erro de misturar finanças pessoais com as finanças da empresa. Grande parte dos novos empresários tem dificuldades nesse quesito. Fazer essa “salada mista” pode ser um veneno para o seu negócio

Pegar dinheiro do caixa da empresa, por exemplo, para fazer compras pessoais e depois usar o seu cartão pessoal para pagar os estoques é um sinal de que alguma coisa está errada. Para resolver esse problema, defina bem o salário dos sócios.

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