Capital de giro e investimento fixo: veja as diferenças

por Equipe QuickBooks

3 minutos de leitura

Quando uma empresa é fundada, ela precisa de recursos financeiros para se constituir e para sobreviver ao longo do tempo. Dessa necessidade nascem os conceitos de capital de giro e investimento fixo. Porém, apesar de serem conceitos comuns no mundo dos negócios, existe muita confusão quanto às diferenças entre os dois. No post de hoje, você vai aprender o que é cada um e qual é a sua importância.

Investimento fixo

O investimento fixo corresponde às despesas iniciais com todos os bens necessários para que a empresa funcione, como máquinas e equipamentos. Estimar qual será o investimento fixo necessário é um dos primeiros passos de um plano financeiro. Mesmo que a empresa já exista, é importante realizar essa etapa, pois com ela você documenta todo o patrimônio da empresa.

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O capital de giro, por outro lado, diz respeito aos valores monetários que a empresa possui, seja no caixa, nas contas a receber, na conta corrente bancária ou no estoque. Toda empresa precisa de capital de giro para pagar seus débitos e ter um fôlego para novos investimentos, quando assim for de interesse dos sócios.

Uma empresa que investe todo o seu capital em ativos imobilizados — bens necessários à manutenção das atividades da empresa — terá muita dificuldade de sobreviver ao longo dos primeiros meses, porque, durante esse período, é muito provável que não tenha faturamento suficiente para pagar seus débitos e precise utilizar o capital de giro para esse fim. Quando ela fica sem liquidez imediata — ou seja, sem recursos em caixa e contas bancárias —, passa a precisar de recursos de terceiros, gerando mais dívidas ao longo do tempo.

Cálculo do capital de giro

Para evitar a situação descrita acima, é preciso calcular previamente a necessidade de capital de giro, apurando o estoque inicial necessário e o caixa mínimo. O cálculo do caixa mínimo é feito levando em consideração os prazos médios das vendas e a aquisição de mercadorias e estoques. Como na fase inicial da empresa não há dados suficientes para tal cálculo, a saída é estimar um valor de caixa mínimo com base em um percentual sobre o investimento fixo. Para ter uma boa margem de segurança, pode-se considerar o caixa mínimo como 100% do capital investido.

Por outro lado, para um cálculo mais minucioso de capital de giro, pode-se considerar as despesas fixas mensais da empresa, como energia elétrica, provedor de internet, aluguel, telefone, pagamento de funcionários e terceirizados, e demais despesas; depois, acrescenta-se a esses valores o pro labore dos sócios e uma margem de segurança para contingências e multiplica-se o valor por 10. O resultado é o valor das despesas para 10 meses.

Equilíbrio entre capital de giro e investimento fixo

Financiamentos de longo prazo na fase inicial da sociedade, utilização em demasia de capital de terceiros, estoques excessivos, folha de pagamento comprometendo mais de 15% da receita e falta de controle do fluxo de caixa são sinais de que o cálculo inicial da necessidade de capital de giro não é suficiente para sanar as despesas geradas. Como o investimento fixo não tem liquidez imediata, é preciso manter o equilíbrio entre ele e o capital de giro, para garantir que sua empresa tenha acesso aos recursos necessários para se manter até que seja capaz de gerar receitas o bastante para cobrir as despesas.

Capital de giro e investimento fixo são dois conceitos distintos, mas que em certa medida andam juntos em um planejamento financeiro. Agora você já sabe a diferença entre os dois e como calcular os investimentos necessários para a sua empresa.

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